Arquivo da categoria ‘Personal Freedom’

10 anos de espera!

Olhando atravessado, o guarda olhava já sem paciência. “Calma tio!” dizia eu enquanto torcia para os caras da loja descerem logo com a minha nova aquisição.

Chegaram… “Vai caber nesse carrinho aí? Você está na vaga de táxis, não posso esperar mais”… e sacou o bloquinho de multas, só pra ameaçar.

pensei, “é agora ou tomo essa multa!”… e disse:

“bora pessoal… coloca essas caixas de qualquer jeito mesmo. senão o meu desconto vai ser perdido na multa!”

03

E assim, finalmente! Depois de 10 anos enrolando a mim mesmo, tomei vergonha e comprei uma batera.

Clique aqui e leia mais…

Descompasso Social?

Então,

Estava lendo um artigo sobre os impactos da tecnologia na maneira com que as pessoas interagem. Falava que as atuais formas de interação são muito frias (MySpace, Orkut, second Life etc.) e que na verdade pouco se pode ter certeza sobre a veracidade das informações que aqueles “do outro lado” nos colocam. Falava ainda que as próximas tendências viriam a tentar solucionar este e outros itens que ainda tornam a interatividade virtual, distante da interatividade “real”. O exemplo citado foi a interatividade por telefone celular, que realmente faria a pessoa “real” e “única” a interagir com outras pessoas “reais” e “únicas”.

Então comecei a filosofar:

Será que com estas tecnologias já existentes e com as que virão não estaríamos extrapolando alguma limitação biológica de interagir?

Digo isso porque, ao meu ver, estamos tentando criar maneiras de aumentar nossas relações sociais puramente em termos numéricos. Ou seja, não importa a qualidade das interações, mas sim a quantidade.

A consequência disso é que cada vez mais teremos tecnologias que, essencialmente, interagem por nós. São informações que disponibilizamos a respeito de nós mesmos através dessas tecnologias e que, na nossa incapacidade de gerenciá-las todas ao mesmo tempo (limitação biológica?), contamos com elas para que exerçam esse papel.

Exemplos?

No Second Life, somos um personagem, que pode ou não representar de maneira verossímil o indivíduo, mas que, mesmo durante a ausência interativa do indivíduo real, está lá, representando-o e interagindo com outros personagens.

No Orkut e MySpaces, colocamos informações sobre nós mesmos e as disponibilizamos aos outros, e estas informações se complementam com as informações a nosso respeito emitidas pelos outros. O conjunto formado é a informação que fará terceiros concluírem sobre nós. Interage por nós, sem necessariamente nos represendar fidedignamente, e sem nosso preciso concentimento.

Começo a fazer uma analogia com o que disse Daniel Goleman no seu livro “Inteligência Emocional”:

Segundo ele, a complexidade das interações humanas cresceram mais rápido e desordenadamente do que a evolução biológica, e por isso atualmente vivemos num caos social gerado por esse descompasso. Por exemplo, ainda guardamos a reação biológica (hormonal) que nos faz estimular a irrigação sanguínea nas mãos quando sentimos raiva. Isso, para nossos ancestrais significava poder socar o oponente para defesa própria ou imposição social. O que acontece hoje, é que ao invés de “meramente” socar a outra pessoa, o que dificilmente a mataria, temos acesso a armas, mas o mesmo impulso de ataque.

Goleman explica os mecanismos pelos quais isso ocorre, e como devemos aprender a reagir nesse meio de interações muito mais complexas. (contar até 10 antes de reagir tem uma boa explicação científica segundo ele.)

Enfim, meu questionamento ainda é o mesmo:

Será que somos capazes de efetivamente gerenciar as complexidades sociais que estão aparecendo, ou será que mais uma vez a tecnologia irá gerar descompassos que nos tornem menos eficientes no convívio mútuo? Ou será que esta mesma tecnologia irá desenvolver maneiras de nos ajudar a superar as limitações que ela mesma trouxe à tona?

“Ver no que vai dar” é para os fracos. Eu prefiro tentar entender tudo isso, mesmo que nunca consiga.

vou começar olhando aqui:

Comentários, sugestões?

Sempre é bom lembrar

“Lembrar que estarei morto em breve é a mais importante ferramenta que encontrei para ajudar-me a fazer as grandes escolhas na vida. Isso porque quase tudo – todas as expectativas externas, todos os orgulhos, todos os medos de constrangimentos ou de falhar – essas coisas simplesmente caem por água abaixo quando ocorre a morte, deixando apenas o que é verdadeiramente importante. Lembrar que você irá eventualmente morrer é a melhor maneira que conheço de se evitar a armadilha de se imaginar que se tem algo a perder. Você já está exposto. Não existe razão em não se seguir o próprio coração”

Steve Jobs at Stanford 2005

fonte: steve-olson.com