Estudo de Estratégia da VIVO
A VIVO adotou uma estratégia arriscada ao entrar no mercado brasileiro.
Optou por seguir uma tecnologia bastante superior à das outras existentes por aqui. Técnicamente falando, a tecnologia CDMA permite muito mais segurança, qualidade e expansão do que a TDMA e mesmo da atual GSM (que na verdade ainda é TDMA). É só olhar para a Ásia: tudo lá é CDMA.
Ao fazer isso, ela se isolou. Enquanto as outras operadoras interoperam suas estruturas, a VIVO sempre “paga o pato” quando seus aparelhos ligam ou recem ligações de aparelhos das outras.
Para piorar, com uma implementação de baixa qualidade em termos de serviço, ela praticamente fez sumir o diferencial tecnológico que poderia ser vantajoso.
Ainda assim ela conseguiu ser a primeira do país, dada a ampla cobertura (não disponibilidade) do seu sistema e uma política de preços baixos agressiva (liderança em custo?).
A gota d’água foi o aparecimento da tecnologia GSM que, para um mercado extremamente econômico feito o nosso, mostrou-se ideal. As pessoas aqui não têm celulares para gastar dinheiro. Economizam ao máximo. O que resulta em lucros irrisórios às Empresas de aqui se instalam, frente ao que estas mesmas conseguem em outros países. (essas Empresas realmente não teriam porque virem para cá, não fossem os subsídios concedidos pelo Governo).
Atualmente, a VIVO vem divulgando que pretende “diminuir” o foco na liderança de mercado (é claro, está perdendo) e passar a priorizar a satisfação do mercado, ou seja, melhorar os serviços prestados.
A pergunta que fica, do meu humilde entendimento de estratégia empresarial, é:
Será que somente agora eles perceberam que o que traz liderança num segmento onde o lucro se dá pela massificação da carteira é a qualidade do serviço prestado?
Considero isso, pois o diferencial de preço já está impraticável, e a VIVO já não consegue ser a mais barata para o cliente final, ainda mais agora tendo que manter dois sistemas (CDMA e GSM). Acho que o foco seria nas pessoas que realmente querem gastar com celular, um público mais crítico e de maior poder aquisitivo, mas, não foi sempre esse o interesse? Ou alguém ainda acha que o mercado de pré-pago permite algum lucro?
Enfim, muito ainda se pode discutir sobre este “case” e pretendo continuar buscando novos entendimentos. Conto também com a colaboração de quem quiser comentar este “post”.
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