Posts de Julho, 2007|Página de posts mensais
Melhores para se trabalhar
Tá certo, se for pra trabalhar para os outros, que pelo menos seja para os melhores empregadores.
Essa é a lista das 100 melhores da Fortune Magazine para 2007:
- Genentech
- Container Store
- Network Appliance
- Boston Consulting Group
- W. L. Gore & Associates
- David Weekley Homes
- Qualcomm
- Starbucks
- Station Casinos
- QuikTrip
- Valero Energy
- Nordstrom
- Arnold & Porter
- Kimley-Horn and Associates
- Russell Investment Group
- Plante & Moran
- Umpqua Bank
- Goldman Sachs
- Robert W. Baird
- Amgen
- PCL Construction
- Yahoo!
- First Horizon National
- Microsoft
- OhioHealth
- Baptist Health Care
- Granite Construction
- PricewaterhouseCoopers
- MITRE
- Mayo Clinic
- Perkins Coie
- Jones Lang LaSalle
- Procter & Gamble
- Paychex
- Medtronic
- American Express
- Deloitte & Touche USA
- Timberland
- Lehigh Valley Hospital and Health Network
- CDW
- Capital One Financial
- National Instruments
- CarMax
- Men’s Wearhouse
- Bright Horizons Family Solutions
- Bingham McCutchen
- IKEA North America
- Synovus
- Stanley
Mercado de Capitais – Dica 1 – Visões de Mercado
Até onde pude entender, existem duas formas de interpretar os acontecimentos dos mercados acionários, duas visões: Fundamentalista e Grafista.
A visão Fundamentalista preocupa-se em interpretar os acontecimentos sócio-políticos e econômicos que ocorrem em um determinado mercado, ou globalmente (como para o caso brasileiro, cheio de dependências extrangeiras). Com isso, tenta identificar posicionamentos que favoreçam o lucro futuro, considerando informações privilegiadas ou consenso de mercado.
Já a visão Grafista, considera quase que exclusivamente os dados matemáticos acumulados até o presente, para tratar estatisticamente os acontecimentos futuros. Lida com tendências estatísticas. Pouco importa, por exemplo, se na semana que ver o FED irá divulgar um relatório sobre o consumo no mercado norte-americano, ou se o Chavez irá estatizar todos os supermercados da Bolívia.
Qual delas é a melhor? Impossível responder.
O único consenso que eu identifiquei até o momento, é que considerar ambas não costuma dar muito certo. Os estudiosos de ambas concordam com o fato de terem observado históricamente que todos que tentaram mesclar ambas as visões, não obtiveram muito sucesso.
Na minha opinião, depende do estilo pessoal de cada um.
Na visão Grafista, é preciso ter muito sangue frio, pois a mídia nos bombardeia com notícias em tempo real, faz milhões de expeculações diárias, e só se pode considerar números estatísticos e gráficos, para daí extrair tendências.
Na Fundamentalista, é preciso muito estudo para entender as dinâmicas sócio-políticas e estar constantemente por dentro dos acontecimentos, e em busca de informações privilegiadas. Como dizia um professor meu, se um taxista começar a te dar dicas sobre a bolsa, alguma coisa está errada! Pegue todo o seu dinheiro e caia fora!
Enfim, ambas podem ser bastante estressantes. Depende do seu perfil.
Link de aprofundamento:
- Tipos de Análise de Mercado (Wikipedia)
Ná próxima dica, pretendo expor algumas considerações a respeito de longo, médio e curto prazo em investimentos. Sei que alguns dizem que no longo prazo sempre se ganha, mas tenho bons argumentos contra esta afirmação (e alguns a favor também).
Outra coisa:
BLOG É FEITO PARA INTERAGIR COM AS PESSOAS !!!
POR FAVOR, FAÇAM COMENTÁRIOS PERTINENTES!!!
Descompasso Social?
Então,
Estava lendo um artigo sobre os impactos da tecnologia na maneira com que as pessoas interagem. Falava que as atuais formas de interação são muito frias (MySpace, Orkut, second Life etc.) e que na verdade pouco se pode ter certeza sobre a veracidade das informações que aqueles “do outro lado” nos colocam. Falava ainda que as próximas tendências viriam a tentar solucionar este e outros itens que ainda tornam a interatividade virtual, distante da interatividade “real”. O exemplo citado foi a interatividade por telefone celular, que realmente faria a pessoa “real” e “única” a interagir com outras pessoas “reais” e “únicas”.
Então comecei a filosofar:
Será que com estas tecnologias já existentes e com as que virão não estaríamos extrapolando alguma limitação biológica de interagir?
Digo isso porque, ao meu ver, estamos tentando criar maneiras de aumentar nossas relações sociais puramente em termos numéricos. Ou seja, não importa a qualidade das interações, mas sim a quantidade.
A consequência disso é que cada vez mais teremos tecnologias que, essencialmente, interagem por nós. São informações que disponibilizamos a respeito de nós mesmos através dessas tecnologias e que, na nossa incapacidade de gerenciá-las todas ao mesmo tempo (limitação biológica?), contamos com elas para que exerçam esse papel.
Exemplos?
No Second Life, somos um personagem, que pode ou não representar de maneira verossímil o indivíduo, mas que, mesmo durante a ausência interativa do indivíduo real, está lá, representando-o e interagindo com outros personagens.
No Orkut e MySpaces, colocamos informações sobre nós mesmos e as disponibilizamos aos outros, e estas informações se complementam com as informações a nosso respeito emitidas pelos outros. O conjunto formado é a informação que fará terceiros concluírem sobre nós. Interage por nós, sem necessariamente nos represendar fidedignamente, e sem nosso preciso concentimento.
Começo a fazer uma analogia com o que disse Daniel Goleman no seu livro “Inteligência Emocional”:
Segundo ele, a complexidade das interações humanas cresceram mais rápido e desordenadamente do que a evolução biológica, e por isso atualmente vivemos num caos social gerado por esse descompasso. Por exemplo, ainda guardamos a reação biológica (hormonal) que nos faz estimular a irrigação sanguínea nas mãos quando sentimos raiva. Isso, para nossos ancestrais significava poder socar o oponente para defesa própria ou imposição social. O que acontece hoje, é que ao invés de “meramente” socar a outra pessoa, o que dificilmente a mataria, temos acesso a armas, mas o mesmo impulso de ataque.
Goleman explica os mecanismos pelos quais isso ocorre, e como devemos aprender a reagir nesse meio de interações muito mais complexas. (contar até 10 antes de reagir tem uma boa explicação científica segundo ele.)
Enfim, meu questionamento ainda é o mesmo:
Será que somos capazes de efetivamente gerenciar as complexidades sociais que estão aparecendo, ou será que mais uma vez a tecnologia irá gerar descompassos que nos tornem menos eficientes no convívio mútuo? Ou será que esta mesma tecnologia irá desenvolver maneiras de nos ajudar a superar as limitações que ela mesma trouxe à tona?
“Ver no que vai dar” é para os fracos. Eu prefiro tentar entender tudo isso, mesmo que nunca consiga.
vou começar olhando aqui:
- Complexity and Social Networks Blog of the Institute for Quantitative Social Science and the Program on Networked Governance, Harvard University
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